sábado, 14 de janeiro de 2012

Limpeza de primavera... (ou verão)



Eu sempre guardei meus desenhos velhos, a não ser por raríssimas exceções. Além de ter um apego especial por alguns deles, é sempre bom tê-los por perto para avaliar a melhora do nosso trabalho.
esse aqui foi feito quando eu tinha 13 anos e decidi que desenhar era coisa séria

Acontece que, ao longo do tempo, a gente também vai acumulando os desenhos inacabados. Sob a promessa, às vezes sincera, de que voltaremos a visitá-los depois de algum tempo, acabamos por arquivar uma quantidade enorme deles. Eu, por exemplo, tinha uma pasta cheia de desenhos inacabados e totalmente vazia de folhas novas para desenhar. Então, reuni coragem e sincerida- de para encarar o fato de que eu nunca vou terminar esses desenhos.


Ser ecologicamente correto é legal e econômico =). Algumas vezes eu só tive que aproveitar o verso de uma folha, como no desenho a seguir:






















o personagem acima tinha uma história
e acho que merece ser revisitado


Outras vezes, para aproveitar as folhas, eu tive que me utilizar de tesoura e borracha:


A principal razão pela qual você provavelmente nunca vai terminar um desenho antigo, especialmente os muito velhos, é que seu traço e sua técnica, de maneira universal, vão mudar substancialmente. Mesmo que você continue achando o conceito da arte interessante (como o duende acima), no final será muito mais fácil e lógico recomeçar do zero a tentar continuar de onde você tinha deixado.

Cortei ao meio as folhas A3 porque quando se desenha, a melhor coisa é ser sensato. Não assuma compromissos épicos se você acha que terá preguiça ou que faltará tempo. Tamanho não é documento =)


Missão cumprida: depois da limpeza de primavera tive uma ideia mais clara sobre quais são os projetos de fato em andamento, quais foram definitivamente abandonados, dos conceitos que quero reaproveitar. Sem contar que uma pasta limpa e arrumada é bem melhor que uma bagunça completa. E ainda ganhei 8 folhas "novas" para desenhar muito mais.